Quando a timidez e fobia social paralisam sua vida pessoal e profissional!

A importância de superar a timidez no Esporte!

Para algumas pessoas, não há nada melhor do que ser o centro das atenções. Eles dão palestras com humor e charme e, nas festas, conversam com qualquer pessoa. 

Outros falam diante de um grupo com muito nervosismo e precisam de um pouco mais de tempo para se soltar na presença de estranhos. Um pouco de timidez é perfeitamente normal. Mas se o medo das situações sociais e da avaliação ou crítica prevalece, trata-se de uma fobia social.  

Timidez mórbida  

A fobia social é um transtorno de ansiedade situacional. Também é conhecido como timidez patológica. As pessoas afetadas têm medo de situações sociais ou em que são levadas a falar com estranhos. Há um grande medo de ficar envergonhado e ser julgado criticamente. 

Os sintomas físicos típicos da doença incluem sudorese, rubor, tremores e tensão muscular  

Isolamento social  

À medida que a doença progride, as pessoas afetadas se retraem cada vez mais, raramente ou nunca saem de casa e, por fim, vivem isoladas da sociedade, embora na verdade tenham vontade de manter o contato social e outros relacionamentos. Não é incomum que aqueles que têm fobia social desenvolvam depressão ou comportamentos de dependência, como o alcoolismo.  

Como melhorar a autoconfiança  

O que as pessoas com fobia social podem fazer para superar seus medos? 

A terapia provou ser particularmente eficaz. Aqui, por exemplo, pode-se trabalhar na melhoria das habilidades sociais e na reestruturação de cognições e avaliações negativas. 

A autoconfiança dos socialmente fóbicos deve ser fortalecida, assim como o amor próprio e a aceitação. 

As técnicas de relaxamento também podem ser usadas para aliviar os sintomas de ansiedade.

Tímido ou medroso? 

A timidez é um traço comum e que desaparece por conta própria se você entrar em contato com as mesmas pessoas com mais frequência. Se você só fala com estranhos em uma emergência absoluta, é sinal de que tem uma forte timidez. 

Na fobia social, entretanto, o medo é tão grande que os contatos sociais são totalmente evitados ou só podem ser tolerados com muito medo ou com ajuda de medicamentos. É caracterizada por um medo pronunciado e duradouro de situações em que possa ocorrer um confronto com pessoas desconhecidas ou uma avaliação de desempenho. 

As pessoas afetadas temem exibir um comportamento humilhante ou constrangedor (como ruborizar-se ou gaguejar) ou serem julgadas negativamente pelos outros. Para que isso não aconteça, muitas vezes tentam evitar as situações apropriadas ou esconder seus medos. 

Os medos sociais surgem muito cedo – geralmente durante a adolescência. 

Filhos de pais com fobia social têm mais chances de sentir medo em situações sociais. 

Muitas vezes, experiências decisivas ou socialmente estressantes na infância ou adolescência também desempenham um papel. Por exemplo, quando as crianças são provocadas, rejeitadas ou ridicularizadas. A sensação de ter dito a coisa errada na escola também pode levar a grandes incertezas, dúvidas e, portanto,  divórcio, conflitos familiares ou doença mental dos pais também são experiências negativas que podem aumentar a probabilidade de desenvolver a doença.  

Crianças que foram provocadas durante anos por causa de sua aparência (bullying), por exemplo, podem na vida adulta sentir-se inferiores e ter medo do contato com outras pessoas. Aquelas que têm antecedentes migratórios, e foram vítimas de preconceito, também são mais propensas a ter fobia social. Quando sofrem provocações, são atacadas, ou vistas como inferiores, elas podem desenvolver um sentimento de exclusão. 

Filhos que são constantemente criticados pelos pais, recebem pouco amor ou experimentam a sensação de que são perturbadores podem desenvolver baixa autoestima. Isso pode levar à incerteza e, posteriormente, também pode ser transferido para outras áreas da vida. 

Por outro lado, pais super protetores também podem tirar de seus filhos a chance de aprender a lidar com experiências negativas e erros. 

Personalidade

As pessoas afetadas são frequentemente introvertidas, muito inibidas e tímidas desde tenra idade. Essa parte de sua personalidade fica particularmente evidente em novas situações ou quando entram em contato com estranhos. Elas evitam atividades sociais ou contatos próximos, também por medo de rejeição ou crítica. 

Fobia social: causas deste transtorno 

Não existe uma causa única para o desenvolvimento da ansiedade. Mas, há várias circunstâncias se juntam e contribuem para o desenvolvimento de uma fobia social

Sinais de alerta 

  • Medo de ser avaliado por outras pessoas 
  • Medo de comer em público 
  • Medo de falar em público 
  • Medo de namorar 
  • Dificuldade em manter o contato visual 
  • Tremores 
  • Coração acelerado 
  • Diarreia 
  • Náusea 
  • Aumento da micção 
  • Queda de energia 
  • Baixa auto-estima 
  • Medo de críticas 
  • Tendência a evitar contato com estranhos
  • Isolamento social 

As pessoas afetadas costumam evitar contatos interpessoais porque têm medo de ficar constrangidas ou serem rejeitadas. Evitam ir ao restaurante porque temem ser julgados negativamente ou observados. 

Outras pessoas socialmente ansiosas evitam comer, beber ou escrever em público porque podem tremer. As pessoas afetadas costumam evitar ligações para escritórios de trabalho, trocar mercadorias ou obter informações de estranhos, como perguntando o caminho certo.

Os medos sociais podem ser limitados a situações específicas ou afetar todas as situações sociais. Os medos sociais também incluem medo de exames e avaliações ou de incomodar as pessoas.  

Um diagnóstico detalhado é fundamental para diferenciar o tipo de transtorno.

5 dicas para mais autoconfiança 

A superação da timidez é antes de tudo um processo interno. 

1. Comece pequeno e não coloque pressão sobre si mesmo. 

Primeiro, faça algo que não o sobrecarregue. Estabeleça metas que sejam tão pequenas no início que você não possa falhar. Isso lhe dá coragem para continuar. Nem sempre precisa ser um salto no fundo do poço. Definir de 1 a 10 o grau dos problemas ou medos: comece com os mais simples pois cada vitória elevará sua autoestima. Dependendo do quão tímido você é, você pode planejar pedir informações a alguém ou até mesmo praticar primeiro o contato visual. Tente olhar nos olhos das pessoas. Fixe um ponto para você mesmo.

Outro exemplo: você se sente mais confortável escrevendo do que falando? Tente discutir um artigo que realmente gostou ou ouviu em uma palestra, diga sua opinião. Você se torna um pouco mais aberto a cada conversa. Faça isso até não se sentir mais nervoso – e então aceite um novo desafio.

2. Não fuja de seus medos

Se você é tímido, provavelmente conhece exatamente as situações em que sua timidez aparece. Em vez de evitar totalmente essas situações, tente enfrentá-las. Se você realmente deseja se tornar mais confiante, não há alternativa. Do contrário, acontecerá exatamente o oposto do que você deseja alcançar: você desenvolverá um comportamento de fuga e seu medo aumentará cada vez mais. 

Se você quer aprender a falar, você deve tentar novamente e novamente até se superar.  

Enfrente a situação e você perceberá como fica cada vez melhor com o tempo. 

3. Procure pessoas extrovertidas

Se você simplesmente sair com pessoas que são tão tímidas e assustadas quanto você, nada vai mudar. Vocês apenas encorajarão um ao outro a fugir de situações desconfortáveis. Se o seu objetivo é ser corajoso, encontre pessoas que sejam corajosas! 

4. Pratique esporte regularmente. 

O exercício com certeza não vai aliviar minha timidez e me dar mais autoconfiança. O esporte garante a liberação dos hormônios da felicidade como: serotonina, dopamina, norepinefrina, endorfina, fenetilamina e ocitocina.

E, ao mesmo tempo, elimina os hormônios do estresse. A força física também cria a força mental

Cada sucesso, por menor que seja, te dará mais autoconfiança e incentivo. 

5. Pare os pensamentos negativos: 

A constante reflexão e dúvida conduzem permanentemente a pensamentos construtivos e a uma autoimagem negativa. Tentar observar seu próprio comportamento o tempo todo e preocupar-se com a maneira como está se saindo, ficará ainda mais tenso e ansioso.

Entenda sua timidez. A compreensão é o primeiro passo para a melhoria. Em que situações a timidez é particularmente comum? O que você acha disso? Descubra se sua timidez era necessária ou se você poderia lidar com a situação de outra forma. 

Buscar ajuda não é vergonha!