Por que os jogadores de futebol devem estar atentos às questões tributárias?

Não deixar a questão para segundo plano

O cotidiano agitado dos jogadores de futebol e as preparações física, técnica e tática exigidas pela profissão muitas vezes fazem com que as questões burocráticas tributárias sejam relegadas a segundo plano.
Neste artigo, trazemos algumas razões pelas quais o profissional deve estar antenado aos tributos. Já adiantamos que os impactos de um bom planejamento tributário ultrapassam os aspectos meramente econômicos e influenciam diretamente na imagem do jogador.

1. Possibilidade de pagamento de menos impostos.

O profissional que não possui um gerenciamento adequado pode acabar pagando mais impostos. Isso porque a declaração de imposto de renda de jogadores que possuam pessoa jurídica constituída deve ser feita tanto em nome da pessoa física, quanto da jurídica.
Além disso, a escolha do melhor tipo societário e forma de apuração do imposto da pessoa jurídica implicam diretamente na carga tributária suportada pelo profissional.
As devidas precauções devem ser tomadas inclusive por atletas que jogam em clubes no exterior, uma vez que a simples saída do território brasileiro não pressupõe automaticamente a inserção na categoria de não-residente fiscal, que afasta a necessidade de pagamento de imposto ao governo brasileiro sobre rendimentos auferidos tanto no Brasil, como em outros países.

2. Utilização do imposto a seu favor.

O atleta futebolístico pode usar o imposto a seu favor, por meio de investimentos que reduzam a base tributável e ainda constituam uma garantia para o futuro. 
Um fato que nem todos sabem, é que o contribuinte que fizer contribuições para um plano de previdência privada do tipo Plano Gerador de Benefício Livre – PGBL, pode abater uma parte do valor investido da base de cálculo do Imposto de Renda.
A redução da base de cálculo do tributo terá como consequência a redução do valor a ser pago ao fisco. Porém, para que isso ocorra, o ideal é que o profissional planeje os aportes ao longo de cada ano e evite, assim, tomar más escolhas.

3. A destinação do imposto como uma alternativa de marketing pessoal.

A pessoa física pode destinar até 6% do seu Imposto de Renda para instituições sociais, sem qualquer custo extra ou interferência em suas deduções. Existem diversas instituições sérias e que podem ser beneficiárias. Os fundos governamentais recebem os, mas o contribuinte detém o poder de escolha sobre qual instituição deseja ajudar, desde que cadastrada na Receita Federal. 
A destinação de recursos a instituições sociais, atrelada a uma boa estratégia de marketing, pode gerar uma repercussão positiva à imagem do atleta.

4. Planejamento preventivo, a fim de evitar autuações e repercussões negativas à imagem pessoal.

Os jogadores de futebol estão sempre sob holofote da mídia, por isso devem contar com uma equipe jurídica especializada, a fim de que seus rendimentos sejam corretamente informados ao Fisco na declaração anual. 
As consequências da sonegação de imposto são severas e podem incluir, além da multa, pena de até 2 anos de prisão, sem falar nos prejuízos de ordem pessoal, dano à imagem pessoal e até mesmo risco à carreira.